Veja como foi o 4º Encontro Internacional de Projetos de Casais de mestre-sala, porta-bandeira e porta-estandarte

No último sábado, dia 18 de setembro, foi realizada, na quadra do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis, a quarta edição do Encontro Internacional de Projetos de Casais de mestre-sala, porta-bandeira e porta-estandarte.

O evento, que reuni diversos projetos e escolas formadoras de casais de mestre-sala, porta-bandeira e porta-estandarte pelo mundo, aconteceu de forma hibrida, por conta da pandemia. Nossa equipe esteve presente no evento e transmitiu ao vivo, através do nosso canal no YouTube.

Após o evento, batemos um papo com Selminha Sorriso e José Luis Castro, idealizadores do encontro, sobre a importância desse tipo de evento e, também, sobre a relação do carnaval do Rio de Janeiro com o carnaval de São Paulo. Confira:

Veja a galeria de fotos do evento.

Nobres Casais: Qual A importância dos encontros de projetos, principalmente nesse momento de pandemia?

Selminha Sorriso: É a manutenção da vida do segmento mestre-sala e porta bandeira. De forma virtual nós organizamos o 3° encontro ano passado (em 2020) e tivemos em torno de 320 pessoas na sala e esse ano de forma semi-presencial. Ainda estamos na pandemia, então, seguindo regras. Não é fácil, é difícil porque a gente que abraçar, quer beijar, quer estar junto. Mas estivemos seguindo as regras, foi uma luta fazer esse ano devido aos apoios que são necessários para você organizar um evento mas a gente conseguiu na reta final apoiadores como a minha escola, o Zé conseguiu também parceiros lá em São Paulo. E essa logística de vir de São Paulo para o Rio com 60 pessoas não é fácil, mas somos vencedores. Conseguir reunir aqui cerca de 60 pavilhões, de forma remota muito mais. Amigos que estavam esperando a live acontecer pra poder matar a saudade e saber como alguns projetos se reinventaram, se adaptaram no momento pandêmico mas estamos aqui firmes e fortes.

Nobres Casais: As pessoas falam muito sobre a ideia de rivalidade entre Rio e São Paulo. Vocês há mais de um ano vem mostrando que isso não existe. O que vocês poderiam dizer sobre essa união principalmente do quesito?

José Luis: A gente quebra um paradigma. Essa rivalidade que “existe”, não existe. É um quesito ajudando o outro, cada um com suas diferenças sim, mas se respeitando. É um entrelaçado no outro. Hoje a ABRAMESPEB vem pra fortalecer tanto o carnaval do Rio de Janeiro quanto o carnaval do Brasil inteiro pra poder somar porque a gente ta vendo o quesito as vezes se perder. Mas essa união dos projetos, dos casais acaba resgatando a arte como na tradição a fundo.

Selminha Sorriso: Tem pessoas e pessoas, nós somos seres humanos, somos bem diferentes. Se uma ou outra pessoa não se dão bem, isso não pode ser generalizado para todos. A pandemia aproximou muito as pessoas. De forma virtual nós fizemos novos amigos, ganhamos conhecimento, buscamos conhecer mais. Nós não tínhamos muito o que fazer, estávamos isolados e muitos de nós resolveu entender o que é o Carnaval, estudar sobre os quesitos, se aprofundar mais na história do bailado de ms e pb e criar amigos. Nós nos fortalecemos na pandemia. Hoje temos vários amigos em projetos próximos mas que foi o momento pandêmico que nos aproximou. Nós só temos que agradecer, com toda dificuldade nós somos vencedores. Todo mundo que venceu, todo mundo que tá se superando, se reinventou, conseguiu aprender um pouquinho nos momentos difíceis tá de parabéns.

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